14 de ago. de 2008

Educação Socioambiental é tema de Diálogos e reune cinco nações em Assunção no Paraguai

O Centro de Saberes e Cuidados Socioambientais da Bacia do Prata realizou, nos dias 28 e 29 de julho, os Diálogos sobre Educação Socioambiental na Bacia do Prata, em Assunção e nos dias 30 e 31 de julho, o Segundo Encontro de Formação do CAP II (Círculo de Aprendizagem Permanente II), em San Bernardino, Paraguai.

A primeira atividade dos membros do Conselho Diretivo do Centro de Saberes foi uma audiência com o presidente Eleito do Paraguai, Fernando Lugo, que manifestou seu compromisso com a missão e os princípios que o Centro de Saberes e Cuidados Socioambientais da Bacia do Prata propõe.

Os Diálogos sobre Educação Socioambiental na Bacia do Prata, com ênfase em Economia Ecológica e Ecologia Política, foram realizados no Centro de Convenções da Universidade Nacional de Assunção e reuniram mais de 900 pessoas entre estudantes, professores, ambientalistas, comunicadores, especialistas e representantes políticos dos cinco países da Bacia.

O evento contou com a participação especial do teólogo e ambientalista Leonardo Boff, que proferiu a palestra magna sobre “A Formação para Ética do Cuidado” baseada nos princípios e valores contidos na Carta da Terra e no Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global e “sugestões” sobre o cuidado como atitude permanente. “ Temos que cuidar do planeta porque ele mostra que está doente, está com febre, por um lado grandes enchentes, por outro grandes secas, vendavais, ativação dos vulcões, a mudança dos climas e isso são sinais inequívocos que a terra está gritando por socorro e nós seus filhos e filhas, precisamos ajudar a terra, para que ela encontre um novo equilíbrio, para que ela seja favorável na produção de todo tipo de vida, plantas e animais, de seres humanos”.

Também participaram do encontro, Hipólito Acevei, líder indígena, presidente da Coordenadoria de Autodeterminação do Povos Indígenas do Paraguai que pontuou a importância da presença das nações originárias da Bacia do Prata.

Enrique Leff, professor da UNAM – Universidade Autônoma do México e escritor especialista em temas ambientais palestrou sobre a Educação Ambiental nas perspectivas da Sustentabilidade. “A educação é a maneira de aprender a repensar o pensado, de pensar de novo a forma de nossa condição humana e a condição da natureza”.

O Presidente Eleito do Paraguai, Fernando Lugo, envolvido pelos novos paradigmas do Centro participou da abertura dos Diálogos, onde reafirmou seu interesse pelo temas propostos pelo Centro. “Sonhamos com uma economia mais justa, solidária e em equilíbrio com a natureza. E, por isso, também sonhamos poder recuperar totalmente a Bacia do Prata”, afirmou o presidente eleito.

O Centro de Saberes e Cuidados Socioambientais da Bacia do Prata iniciou com este evento uma nova etapa, com novos desafios que ultrapassam as fronteiras dos países e tem a missão de aproveitar as “boas práticas” existentes na região e dar visibilidade contribuindo para o intercambio entre as práticas e potencializar sua inclusão em políticas públicas que apontem para um novo presente com vistas a um futuro verdadeiramente sustentável.

Os integrantes do CAP II (Círculo de Aprendizagem Permanente II) mapearam e apresentaram práticas bem sucedidas, com uma visão sobre as iniciativas socioambientais já existentes nos cinco países da Bacia do Prata (Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai).

A Argentina apresentou um programa de Saúde Socioambiental na Universidade; a Bolívia mostrou a Marcha pelo Território e a Dignidade; o Brasil trouxe A Educação Ambiental no Cultivo da Água Boa, o Diretor de Coordenação e Meio Ambiente, Nelton Friedrich destacou o trabalho desenvolvido pelo Centro de Saberes para capacitar educadores ambientais. “Estamos criando uma nova visão, a 'racionalidade ambiental' que se contrapõe à 'racionalidade econômica'.

O Paraguai apresentou o programa de Formação de Jovens para Sustentabilidade e o Uruguai apresentou a Experiência em Educação Ambiental do Programa de Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável nas Zonas Úmidas do Leste.

Também foi apresentada uma proposta inter-países de Educação Ambiental para o Desenvolvimento Sustentável no Grande Chaco Sul-Americano, abrangendo Argentina, Bolívia e Paraguai.

A apresentação das Práticas coincide com a proposta de integrar aos eventos do Centro de Saberes o intercambio de saberes e cuidados socioambientais já existentes no território e que podem servir para estudo e análise do ponto de vista conceitual, metodológico e prático. Os casos apresentados servirão de base para uma publicação sobre práticas educativas existentes na Bacia do Prata que podem ser referência para as instituições que integram o Centro.

A segunda etapa do Encontro foi realizada em San Bernardino, à margem do inspirador lago de Ypacaraí, com os membros dos Círculos de Aprendizagem Permanente I e II. Na ocasião foi realizado o Segundo Modulo de Formação Socioambiental, cujo objetivo foi iniciar o mapeamento dos 150 participantes do CAP III, com representantes dos cinco países da Bacia.

O objetivo principal do mapeamento é identificar atores sociais (representantes de órgãos públicos, universidades, ONGs, movimentos sociais, meios de comunicação e empresas) que deverão ser capacitados ao longo do segundo semestre de 2008, com vistas à continuação dos Processos de Formação Socioambiental. O objetivo, até o final de 2009, será capacitar 4.500 educadoras/es socioambientais nos cinco países da Bacia do Prata.

7 de jan. de 2008

Brasil desperdiça 45% da água captada

Quase metade (45%) da água retirada dos mananciais para abastecer as capitais brasileiras é perdida antes de chegar a população. Os vazamentos na rede de distribuição é principal causa.
A capital de Rondônia, Porto Velho é a campeã em desperdício, com um percentual de 78,8%, já o Rio de Janeiro joga fora um volume equivalente a 618 piscinas olímpicas.
Segundo especialistas o volume considerado aceitável varia entre 15 e 20%, a capital paulista perde 30,8% um indíce alto conforme os pesquisadores.
O problema é antigo, em 2002, conforme dados do Ministério das Cidades a perda nacional chegou a 40% e desde então esses índices só aumentaram.

Feche a torneira! Economize água!

Banho - Feche a torneira ao se ensaboar. Uma ducha aberta durante 15 minutos consome 135 litros; no mesmo período, um chuveiro elétrico consome 45 litros. Se o uso foi reduzido para cinco minutos, o consumo cai para 45 litros, no caso da ducha, e para 15 litros, no caso do chuveiro elétrico.

Escovar os dentes - Molhe a escova e feche a torneira enquanto escova os dentes e enxágüe a boca com um copo de água. Cinco minutos com a torneira aberta gastam 12 litros.

Lavar o rosto - Não demore. Um minuto com a torneira meio aberta gasta 2,5 litros.

Barbear - Cinco minutos gastam 12 litros. Fechando a torneira, o consumo cai para dois ou três litros.

Vaso sanitário - Seis segundos de acionamento gastam de 10 a 14 litros. Bacias sanitárias fabricadas a partir de 2001 necessitam de menos tempo para a limpeza e consomem seis litros por descarga. Quando a válvula está defeituosa, o gasto pode chegar a 30 litros. Mantenha a válvula da descarga regulada e conserte vazamentos assim que forem notados. Não use a privada como lixeira ou cinzeiro e nunca acione a descarga à toa.

Lavar a louça - Primeiro, limpe os restos de comida dos pratos e panelas com esponja e sabão e, só aí, abra a torneira para molhá-los. Ensaboe tudo que tem que ser lavado e, então, abra a torneira para novo enxágüe. Lavando louça com a torneira meio aberta por 15 minutos são utilizados 117 litros. Com economia, o consumo chega a 20 litros. Uma lavadora de louça com capacidade para 44 utensílios e 40 talheres gasta 40 litros - utilize-a somente quando estiver cheia.

Lavar a roupa - A lavadora de roupas com capacidade de cinco quilos gasta 135 litros. O ideal é usá-la somente com capacidade total. No tanque, a torneira aberta por 15 minutos gasta até 279 litros. Deixar acumular a roupa e coloque água no tanque para ensaboar, mantendo a torneira fechada. Aproveite a água do enxágüe para lavar o quintal.

Jardim - Molhar as plantas por 10 minutos pode consumir 186 litros. Use um regador em vez de utilizar a mangueira. No verão, regue pela manhã ou à noite, o que reduz a perda por evaporação. No inverno, regue um dia sim, um dia não, pela manhã. Com uma mangueira com esguicho-revólver, a economia chega a 96 litros por dia.

Piscina - Uma piscina de tamanho médio exposta ao sol e ao vento perde aproximadamente 3.785 litros por mês por evaporação - suficientes para suprir as necessidades de água potável de uma família de quatro pessoas por cerca de um ano e meio (considerando o consumo médio de dois litros por habitante por dia). Com uma cobertura plástica, a perda é reduzida em 90%.

Calçada - Use a vassoura, e não a mangueira, para limpar a calçada e o pátio de casa. Se houver sujeira localizada, use um pano umedecido com água de enxágüe da roupa ou da louça. Com mangueira, em 15 minutos, são perdidos 279 litros de água.

Carro - Use um balde e um pano para lavar o carro em vez de uma mangueira. Se possível, não o lave durante a estiagem. Muita gente gasta até 30 minutos lavando o carro. Com uma mangueira não muito aberta, gastam-se 216 litros de água. Com meia volta de abertura, o desperdício alcança 560 litros. Para reduzi-lo, lave o carro somente uma vez por mês e usando um balde - nesse caso, o consumo é de apenas 40 litros.

Fonte: Folha Online

Capacidade Intelectual pode aumentar com idade

O pesquisador dinamarquês Lars Larsen, da Universidade de Aarhus, conduziu um estudo que indica que a inteligência se mantém estável após os 20 anos de idade e em alguns casos pode até aumentar com o passar dos anos.

A pesquisa se opõe a teoria de que a capacidade intelectual alcança seu auge na juventude, entre 18 e 26 anos. O estudo baseado nos dados de 4,3 mil ex-soldados americanos, que passaram por uma bateria de testes de inteligência ao entrar no serviço militar, por volta dos 20 anos.

Os mesmos soldados, todos veteranos da Guerra do Vietnã, foram submetidos a novos testes duas décadas depois e os resultados mostraram que a capacidade aritmética estava inalterada, em vez de ter reduzido com a idade, e a habilidade verbal melhorou consideravelmente.

Experiência de vida

Larsen diz que a melhoria pode ser resultado de longos anos de prática. Segundo o pesquisador, com o aumento da experiência de vida e com os desafios que se encontra pela frente, as pessoas desenvolvem mais destreza verbal para descrever seu mundo e lidar com as diferentes situações.

Este efeito anularia a perda de células cerebrais que técnicas de escaneamento mostraram ocorrer pouco antes dos 30 anos de idade.

O estudo, publicado na revista acadêmica Intelligence, faz parte de uma revolução na pesquisa sobre a inteligência, que começou há vários anos e causou uma reviravolta na antiga idéia de que a inteligência tem sua fase mais poderosa no início da fase adulta e depois inicia um longo, lento e inevitável declínio.

A pesquisa também abre caminho para mudanças na concepção de empregadores e instituições educacionais sobre a inclusão em seus quadros de pessoas com idade mais avançada.

Fonte: BBC Brasil

20 de dez. de 2007

Resultados da Conferência do Clima

O encontro realizado em Bali terminou com um resultado positivo, ou pelo menos uma definição para os próximos dois anos.
Foi estabelecido um Road Map ou mapa do caminho até 2009, com metas de emissão. Bali viveu dias tensos, mas a conferência terminou de forma inusitada, abrindo precedentes no que se refere a negociações internacionais.
Os presidentes da ONU, Ban Ki Moon e o da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono tiveram participação decisiva, ambos fizeram apelos para que os Estados Unidos aceitassem o que os outros países já haviam aceito.
Diante das intransigências dos Estados Unidos, o secretário geral da ONU, Yve de Boer chorou visivelmente preocupado com um iminente fracasso. Quem pontuou com franqueza os acontecimentos, foi o representante de Papua Nova Guiné, Kevin Conrad, apladido quando disse referindo-se aos Estados Unidos "Ou entram no consenso ou devem sair do caminho".
Paula Dobriansky, representante dos Estados Unidos na negociação provocou uma catarse nos presentes, quando por fim confirmou a concordância de seu país com Road Map.
O encontro em Bali resultou na inclusão de incentivos positivos e conservação dos estoques de carbono das florestas, possibilitando aos países em desenvolvimento contribuir de maneira mais significante para a redução das emissões dos gases de efeito estufa a partir da redução do desmatamento. O mapa do caminho, de Bali expressa que nos próximos dois anos serão discutidas novas metas e novos mecanismos para reduzir as emissões.

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18 de dez. de 2007

Sobreviver e Prosperar


Guia prático de jornalismo digital ganha versões em Português e Espanhol. O Centro Knigh para o jornalismo nas Américas da Universidade do Texas lançou o Jornalismo 2.0 - Sobreviver e Prosperar. Segundo o autor, Mark Briggs, a obra é um manual prático com alguns elementos teóricos de introdução ao jornalismo digital.
O livro traz a explicação das principais características da web 2.0, e como o jornalismo se aplica a elas. O uso de novas plataformas, como celulares e tocadores de MP3, também é detalhado.

O download gratuito do guia, em PDF, pode ser feito no site do Centro Knight.



Fonte: Comunique-se

3 de dez. de 2007

Conferência sobre Mudança Climática em Bali

A 13ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (UNFCCC) foi inaugurada hoje na ilha indonésia de Bali, onde representantes de 190 países discutirão, durante duas semanas, para tentar alcançar um compromisso global que substitua o Protocolo de Kioto.

Espera-se que deste encontro saia o Mapa de Caminho de Bali, que fixará as bases da negociação e determinará a data limite para alcançar em 2009 um novo acordo para frear e enfrentar o aquecimento global.

Participam da conferência, a reunião meio ambiental mais importante neste século, mais de dez mil delegados, ativistas e jornalistas de todo o mundo, entre os quais dezenas de ministros de Meio Ambiente e de Finanças, além do prêmio Nobel da Paz, Al Gore, e do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.

A ONU quer que se estabeleça uma data limite para a aprovação de um novo acordo sobre a mudança climática, que deveria estar finalizado em 2009, para que os países tivessem tempo de ratificá-lo antes de acabar a vigência de Kioto.



Fonte: Último Segundo

30 de nov. de 2007

Cecília Meireles

Canção Mínima

No mistério do sem-fim
equilibra-se um planeta.

E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro;
no canteiro uma violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,

entre o planeta e o sem-fim,
a asa de uma borboleta




REINVENÇÃO



A vida só é possível
reinventada.

Anda o sol pelas campinas
e passeia a mão dourada
pela águas, pelas folhas...
Ah! Tudo bolhas
que vêm de fundas piscinas
de ilusionismo... -mais nada.

Mas a vida, a vida, a vida,
a vida só é possível
reiventada.

Vem a lua, vem, retira
as algemas dos meus braços.
Projeto-me por espaços
cheios da tua Figura.
Tudos mentira! Mentira
da lua, na noite escura.

Não te encontro, não te alcanço...
Só - no tempo equilibrada,
desprendo-me do balanço
que além do tempo me leva.
Só - na treva,
fico: recebida e dada.

Porque a vida, a vida, a vida,
a vida só é possível
reinventada.



NOITE

Tão perto!
Tão longe!
Por onde
é o deserto?
Às vezes,
responde,
de perto,
de longe.
Mas depois
se esconde.
Somos um
ou dois?
Às vezes,
nenhum.
E em seguida,
tantos.

A vida
transborda
por todos
os cantos.
Acorda
com modos
de puro
esplendor.
Procuro
meu rumo:
horizonte
escuro:
um muro
em redor.
Em treva
me sumo.
Para onde
me leva?
Pergunto a Deus se estou viva,
se estou sonhando ou acordada.
Lábios de Deus...
Sensitiva tocada.